Sherlock Holmes visto por Jorge Luis Borges

The master speaks!

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O Meu RevolverDe surpresa, encontro no poema de Jorge Luis Borges (1899-1986) que hoje transcrevo as razões porque pouco me entusiasmam as aventuras de Sherlock Holmes. Simultaneamente, e pelas razões opostas, percebo como me colo às aventuras deslindadas por Maigret. Trata-se, afinal, e tão só, de casos de humanidade neste último personagem e ausência dela no primeiro.
Humanidade reconhecível, desde logo, nos gestos mínimos de comer e amar, e que em Maigret são omnipresentes tanto no carinho sóbrio com que o personagem Maigret trata Madame Maigret como na presença constante do acto de comer enquanto gesto essencial de convívio e partilha com os restantes personagens que povoam os enredos das histórias.
Nada disto existe no personagem Holmes, como bem argumenta Jorge Luis Borges, pleno de razão, no poema Sherlock Holmes, referindo a sua ausência no personagem:


É casto. Nada sabe do amor. Não quis.
Esse homem tão viril renunciou à arte

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